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4 de mar. de 2015

E se eu nunca conseguir aquele pulo?

Texto e fotos por Juliana Fajardini
Grifos por Gustavo Ivo

Parkour. Uma dúvida, um desafio - serei capaz de fazer as coisas? Eu vejo os vídeos de parkour, ou vejo as pessoas fazendo precisões mais distantes, ou cats que exigem não apenas técnica, mas um certo desafio ao senso de integridade física, uma força física maior, sei lá. E batem umas travas. Desacredito-me. Essa foi uma das razões que me fizeram não ir atrás do parkour, por muito tempo. Medo de não ser pra mim. De eu não ser capaz de fazer esses negócios. O corpo não ser capaz de. A cabeça não ser capaz de.

De repente, um dia, fui praticamente puxada pra um treino, o que fez com que não parasse pra pensar muito nesses receios e simplesmente fosse. Daí o treino não exigiu que eu fizesse coisas impossíveis. Só... difíceis, em termos de resistência e força física, talvez. Ou que eu aceitasse "sofrer" um pouco. Ok. Isso eu consigo. Eu fiquei toda quebrada por alguns dias. risos. Mas não me senti incapaz. Senti que... precisava melhorar. Que queria ser mais forte. E assim eu achei que dava pra tentar mais um treino.

Ao invés de força, dessa vez exigiram agilidade, equilíbrio, coordenação. E atenção para entender movimentos básicos. Fui fazendo e sentindo onde funcionava. Onde não. E que queria repetir mais uma vez. Parar o treino para treinar (risos). E daí eu quis ir de novo. Pra melhorar o que era mais natural ou gostoso fazer. Pra entender o que tava ruim no que tava fazendo de modo travado.


Quando estou nesses momentos, nos meus pequenos desafios, os pequenos degraus... Os saltos distantes se diluem. A força ou habilidade que os outros têm ficam mais como exemplo, ou inspiração, ou feedback. Deixam de ser um lugar a que eu talvez não chegue. Tou tão preocupada em conseguir pisar sem o calcanhar tocar o chão que a precisão pra barra deixa de preocupar. Uma hora dessas, quem sabe, talvez eu chegue lá. Agora eu quero fazer quadrupedais pra ganhar força no abdômen, braços, pernas. E repetir as precisões e os cats até cansar. Se eu me afasto disso, e vou olhar os outros, por muito tempo… Os medos voltam. Mas geralmente eles duram até eu encontrar um obstáculo que acho que consigo ultrapassar. xP

Senti vontade de escrever sobre isso porque outro dia a irmã de um brother que pratica parkour apareceu no treino. Perguntei se ela tinha vontade de treinar. Ela respondeu que tinha curiosidade ou interesse, mas que não sabia se o corpo dela conseguiria fazer “aquelas coisas”. E isso me lembrou meus receios e bloqueios, e me dei conta de que, apesar deles, lá tava eu, tentando.

Escrevendo esse texto, penso que acho que rolam uns flows internos. O parkour é pra dentro. Aonde você vai com ele é o caminho que você “escolher” seguir. Sei lá. Quero dizer. Talvez eu nunca faça as coisas que meus amigos que treinam há anos fazem. Mas meu corpo tá se mexendo de um jeito que eu gosto. Dentro e fora. E tá se desafiando. Cheio de curiosidades.

O Brunin, que dizem as más línguas se chama Bruno Reis, lendo esse texto, alumiou: Com o Parkour, pequenos saltos podem ser grandes obstáculos ultrapassados. É… Acho que sinto isso. Cada um sabe de seus desafios…



Pra fechar… Essa percepção de que em algum momento eu paro de me preocupar bateu enquanto escrevia o texto. O dar-me conta disso. Acho que alternar os treinos de força/ resistência (psicológica) com os treinos de técnica (repetir, repetir, entender o que tá ruim, repetir) funciona pra mim. E ir construindo em cima dos treinos, raciocinando, internalizando. Cabeça e corpo vão aprendendo.

E percebi só agora que não me preocupo quando estou lá. Às vezes o que os tracers antigos fazem passa pela cabeça. Mas no geral tou muito ocupada pensando na posição do meu pé. risos

Metros não medem a distância de um salto no Parkour.
5 de ago. de 2014

Parkour Descalço

Método Natural 

por Gustavo Ivo

Recentemente, Gustavo Carvalho - Tartaruga - disponibilizou um artigo que ele escreveu há cerca de dois anos sobre o treino de Parkour descalço a partir de sua própria experiência. Um material que aborda vários aspectos, benefícios, dificuldades e outras percepções.

Para aqueles que nunca treinaram assim, vale começar a experimentar ou repensar esse treino. Aos que já treinam descalço, é uma forma de ter essa outra visão e relacionar com a própria experiência.

Pessoalmente, fico muito feliz em ler esse artigo, como eu mesmo treino descalço, guga é quase um "mestre" para mim, seu jeito de ser e seu parkour trouxeram ensinamentos de grande valia para aqueles que souberam perceber isso.

ps: 
Lembro até hoje de um treino à noite e na chuva, em que ele fazia um flow em azulejos e barras bem fluído, seguro e rápido. Aquilo até hoje me inspira.

ps²: fotos adicionadas.

Sem mais, segue abaixo o material:

" Resumo: Se a parte prática do parkour é intrínseca dos seres humanos, e da maioria dos animais, fazê-lo descalço é mais natural ainda. Entretanto ainda é encarado com controvérsia e certo preconceito pela maioria das pessoas, praticantes ou não. Com base nos conhecimentos empíricos adquiridos ao longo de mais de 6 anos de prática, os benefícios e dificuldades serão apresentados, explanados e exemplificados.
7 de jul. de 2014

Roof Culture - Subir ou Não subir?



Roof Culture - ao pé da letra, cultura do telhado
"Dois anos na realização do vídeo e nenhuma autorização. Esse projeto é sobre um grupo de jovens renegados numa aventura contra a multidão e com a ânsia de mostrar uma perspectiva diferente e jeito de levar a vida...Isso é Roof Culture."
Tradução livre da descrição do vídeo

Já há algum tempo é cada vez maior o número de vídeos de tracers explorando telhados, prédios altos, construções, shoppings e outros espaços mesmo que seja propriedade privada ou com o risco de serem parados pela polícia. Quem acompanha os storror, toby segar, etc sabe que eles têm essa característica. No brasil não é incomum ver que esse comportamento, as "night mission" ou missões noturnas, normalmente feito com poucos tracers e sem ampla divulgação, ocorrem pelas grandes capitais.
4 de out. de 2013

Não treinei - 7° Encontro Baiano de Parkour

[Duas semanas depois do encontro, finalmente dou um tempinho para escrever sobre o 7° Encontro Baiano.]


Não treinei

por Gustavo Ivo


Nenhum climb ou precisão. Dias em que a vivência do parkour pulsaram mais do que meu corpo durante um flow. Foi assim que me senti lá na cidade de Itabuna no 7° Encontro Baiano. Esse texto é um pouco do que esse evento significou para mim.

Mas calma, deixa eu contar do início. O EBAPK no início do ano ainda não tinha local definido, e só quando se foi questionado esse problema que algumas propostas surgiram.  Daí foi proposto que a cidade de Itabuna sediasse o evento, e o pessoal de lá se dispôs a isso, uma experiência bem nova pra eles. Foi uma atitude que me deixou bem feliz, especialmente porque já tinha treinado por lá , conheci a galera e eles me acolheram muito bem, fiz boas amizades. Além de que gosto de viajar (: Então criei altas expectativas, queria muito revê-los e treinar muito.

Mas por que não treinei? No início de setembro tive um torção no tornozelo direito e um estiramento muscular no ombro, ou seja: sem treino por um bom tempinho...A vontade de participar do encontro, entretanto, não caiu. Queria muito presenciar um evento organizado por amigos em que eu vi, mesmo de longe e um pouco, o quanto se esforçaram para torná-lo possível e especial.

buzu
E valeu muito a pena. Sair 5 da manhã de casa e passar umas 10h viajando com amigos(brunin, felipinho e gabriel) no meio a conversas e risos, já é uma experiência foda. Chegamos lá umas 16h e ficamos na rodoviária até umas 21 para que todos que vieram de fora pudessem ir juntos pro alojamento. Foi um dia só de viagem que , apesar de cansativo, deu p aproveitar a viagem.

Logo ao chegarmos,  já vi todos se arrumarem para treinar e explorar  lá mesmo, no colégio. Daí já senti aquela vontade de treinar, pico novo, galera nova, todos treinando noite a fora..São nesses momentos, de ansiedade que se juntam ao clima de encontro, que é difícil segurar a onda. A vontade de se movimentar e o corpo ansioso pediam, mas a consciência da recuperação tem que falar mais alto. E isso foi o que me permitiu curtir o encontro de outra forma, ajudar e participar das maneiras que fossem possíveis.

Ainda durante a noite a a gente teve um bate-papo bem descontraído, cada um se apresentou, falou um pouco sobre o parkour em sua cidade e sua visão sobre a prática. Daí deu p notar a variedade de cidades da região e de iniciantes, Itabuna, Itacaré, Vitória da conquista, Amargosa, Camaçari, Lauro de freitas, Salvador...Para muitos, aquele era o primeiro encontro de parkour, o que espero que tenha sido tão proveitoso para eles quanto pra mim. Não é todo dia que a gente tem a oportunidade de conversar e treinar juntos.

almoço - quentinhas de graça :P

Detalhe é que considerei esse um encontro bem baiano mesmo. rs Ninguém de outros estados pôde estar presente. Outro fato interessante é como ficou “equilibrado”; como estava acostumado a muita gente de salvador e região nos encontros, muita gente nova causou um estranhamento para mim inicial, mas logo conheci mais pessoas (:

Primeiro dia de evento já começou com uma oficina diferente. Tivemos uma oficina de alongamento  e desbloqueio de articulações com a Kwok Family, grupo que também demonstrou técnicas de Wing shu e sobre sua filosofia.  É uma atividade que se identifica muito com o parkour, as técnicas são diretas, objetivas e eficientes . Também se demonstrou como não há uma “sequência” de defesa -> ataque, tudo ocorre ao mesmo tempo. Pra quem não gosta de alongamento, deu p dar uma puxada, mas essa parte filosófica foi a mais interessante.

Resumindo rápido: O treino livre ocorreu pela tarde. Depois de 1 hora de caminhada chegamos fizemos uma jornada pelos principais picos da cidade, sendo o treino principal pela noite. Mais tarde rolou uma reunião e, no domingo, o tal do paintball.



O paintball rolou no domingo, no Itabuna Esporte Clube. Pra quem queria ter uma experiencia mais "real" de tentar utilizar o parkour, estratégias e entrar numa situação de sobrevivência, deve ter sido muito bom. Foi uma pena que alguns imprevistos ocorreram e não foi possível treinar no próprio clube, o que ficou chato pra quem queria treinar.
galerinha indo pro clube (:

Coisas legais, e outras nem tanto, que aconteceram comigo

Durante a ida pro pico, como não podia andar muito rápido, acabei ficando mais atrás. Carlos danilo,  lá de amargosa, que me acompanhou durante essa parte do trajeto. Uma velhinha numa janela tinha visto tantos jovens andando pelas ruas e ficou curiosa, e acabou perguntando a nós ~~os retardatários ~~ “o que era” aquilo que esses jovens iam fazer. Foi incrível como ela foi respeitosa e tão animada sobre a atividade, deu um discurso sobre como os jovens deviam ser ativos de um jeito bem amoroso e alegre. Foi uma lição mesmo, de uma pessoa que já tinha passado por tanta vida, de como devemos ter energia positiva =´) hahah

Mais tarde presenciei outra coisa não tão legal. Era domingo, no centro, tudo fechado, mas houve uma discussão pouco saudável entre a dona de uma das lojas e alguns praticantes que praticavam na rua em frente. Não quero entrar em detalhes, mas foi um momento tenso que serviu pra um aprendizado sobre responsabilidade e comportamento na rua.


Duas experiências que não são novidadees, mas como foram bem diferentes uma da outra, o que me fez refletir sobre o “comportamento de um tracer” – aquele texto rs – e a visão da sociedade sobre o que fazemos. Falamos tanto sobre liberdade, mas não sabemos lidar com ela. Confudimos ser livre com ser inconsequente. Mais do que nos preocupar sobre a “imagem do parkour” temos que entender que somos “livres para escolher, mas eternos escravos de das consequências”, reconhecer quando fazemos merda, levantar quando somos julgados injustamente também. Ser forte pra ser útil, e ser justo consigo mesmo e com outros.

A reunião

Considerei a reunião um dos momentos mais legais, foi discutido abertamente sobre a organização do encontro baiano, como seria a escolha das cidades, os problemas e muito mais. Pra quem quer saber o que rolou, tem um resumo aqui

Essas trocas de ideias ocorreram em vários momentos, foi muito bom ver que tem várias pessoas que se importam com o desenvolvimento do parkour, em guiar treinos, em fazer eventos..Isso que foi foda! *-*Deu pra conversar sobre os outros encontros anteriores e deu uma empurrada geral para várias iniciativas do parkour baiano. Agora precisamos é continuar essas iniciativas!

Não fiz uma precisão, mas o parkour bate vivo!


Espero que daqui pra frente o parkour baiano se fortaleça, com mais participação das pessoas, e que venham mais encontros!  

Seus lindxs  <3

- Agradecimento especial ao pessoal de itabuna: yank, nathan, igor e outros que ajudaram no evento. =D


- Logo mais vai sair o vídeo do encontro. Aguardem! 
10 de set. de 2013

O Tao do Parkour

15/06/2013 - texto por Dan Edwards - post original: aqui




Em várias atividades, artes, esportes e disciplinas diferentes se discutiu a respeito do método Jeet Kune Do(JKD) de Bruce Lee. Frequentemente o JKD é aplicado erroneamente, mas claro, justificado com floreios e presunções pessoais, algumas pessoas tentam explicar algum tipo de método de treino ou de desenvolvimento que não tem estrutura nem base científica com o nome JKD. Nada poderia estar mais longe do que Bruce lee buscava com suas ideias que, de fato, são seu próprio caminho em busca da liberdade pessoal.

Entretanto uma analogia significativa e forte pode ser feita entre as ideias de Lee e nossa própria disciplina, o parkour[1]. Na verdade, parkour é um exemplo perfeito do JKD na prática. Para explicar melhor é necessário definir primeiro o que Lee queria dizer com o termo Jeet Kune Do e de como  ele o aplicava ao seu próprio treino

Jeet Kune Do, apesar de existirem muitas escolas e associações que ensinam ao contrário, não é um estilo. Não é um sistema, nem uma compilação de técnicas, nem um amálgama de movimentos eficientes de diversas artes marciais. Não é boxe misturado com Wing Chun misturado com Muai Thai. E certamente não é a simples imitação dos movimentos do próprio Lee.

 
Jeet Kune Do é simplesmente a ideia de funcionalidade. É jogar fora qualquer coisa que não sirva para o objetivo de determinada pessoa; no caso de Lee, era se tornar o melhor e mais completo lutador  que ele poderia ser. Lee aplicou essa ideia sem pena em seu próprio treino e recomendou que os outros fizessem o mesmo, para que o treino seja apenas aquilo que realmente funciona, apenas o que é diretamente útil e funcional para alcançar determinado objetivo.  


O paradoxo da Liberdade
Isso significa, quase paradoxalmente, que o JKD é ao mesmo tempo extremamente libertador e rígido em sua abordagem. É libertador porque tem apenas uma regra – se funciona, use – e é rígido pelo fato de excluir qualquer coisa que não esteja de acordo com um único objetivo: de chegar a um resultado real e efetivo. Qualquer coisa para se amostrar, qualquer coisa “florida” ou que apenas serve para parecer legal e aumentar o ego do praticante – é instantaneamente descartado. Jeet Kune Do é realmente um método impiedoso e direto – o que o torna, é claro, tão eficiente. Sua base pode ser encontrada nos quatro fundamentos de Lee, os quais são:
  •      Absorva o que é útil
  •      Rejeite o que é inútil
  •      Estude a partir de suas próprias experiências
  •      Acrescente o que for especificamente seu


Parkour é basicamente a mesma coisa. Não é uma coleção de técnicas ou movimentos, nem um sistema restrito ou uma tradição padronizada ou uma metodologia de treino dogmática, nem é baseado em regras que não seja essa: se funciona, use.
Parkour, como o JKD, é a idea de que o praticante faz seu próprio treino. Não é nem tanto uma forma de pensar, é mais um jeito de aprender em como pensar em seu próprio movimento, aprender em como treinar para atingir determinados objetivos: uma filosofia direta de enfrentamento com a verdade, olhar para si e para as próprias habilidades e analisá-las: pensar como e o que você tem que fazer para chegar onde você quer.
Novamente isso significa uma forma de liberdade que não é simplesmente fazer o que quiser. Isso não era o que Lee queria ao desenvolver o JKD, muito pelo contrário. Para ele, a realidade do combate guiava seu treino – então ele se colocava para enfrentar aquela realidade diretamente na cara e perceber exatamente o que ele devia fazer para se aperfeiçoar, gostasse ou não, quisesse ou não. Isso significava treino pesado, constante estudo, intensa auto-análise e senso crítico. Era preciso enorme disciplina e atenção, uma suprema força de vontade e clareza. Lee percebeu que sua libertação seria um resultado de muito trabalho duro.
Na verdade,  aplicar os fundamentos do princípio do JKD – ou parkour – é muito mais difícil que aperfeiçoar qualquer conjunto de movimentos ou técnicas, ou permanecer em algumas regras pré-estabelecidas. É mais difícil justamente porque coloca a responsabilidade do crescimento pessoal completamente nos ombros do praticante. E é isso que também torna os princípios tão fortalecedores.
Espírito de Luta
No parkour, assim como no JKD, não há nada ou ninguém para colocar a culpa por ter errado, por não conseguir solucionar os próprios problemas. Com muito comprometimento, esforço e perseverança sempre é possível encontrar um caminho. Se tivéssemos que identificar o valor mais crucial no treino de parkour poderíamos sem hesitar ver a força interna, aquela vontade de recusar a desistir ou de ser derrotado, como uma forte candidata.
Com isso em mente, a ideia do JKD torna sua aplicação praticamente sem limites e ,quase que inevitavelmente, uma ferramenta que leva ao sucesso. Com o tempo a combinação de um bom estudo, prática e reavaliação levará você para as respostas que procura em qualquer das áreas que escolheu. Agora, é claro, esse processo de estudo e prática pode ser mais ou menos eficiente a depender de alguns fatores, incluindo acesso a boas informações (através do ensino, orientação, conhecimento, experiência dos outros, etc), julgamento sensato de informações e rigorosa auto-disciplina; mas o componente vital é a decisão de levar adiante, de ver até o fim – o comprometimento de fazer o que for necessário para perceber o próprio potencial. Lee priorizava isso acima de tudo, dizendo:
“Persista, persista e persista. A força pode ser criada e preservada através da prática diária – um esforço contínuo.”  
Esse espírito de luta, indomável, essa força de vontade infinita, é a essência do parkour e Jeet Kune Do. Cative isso e poderá alcançar qualquer coisa, é a única liberdade que realmente importa – a capacidade de criar a si mesmo.
“O vazio é o que está no meio das coisas. O vazio inclui tudo; não havendo oponente, não exclui nem se opõe a nada. É um vazio vivo, pois todas as formas emanam dele, e quem entender o vazio, será preenchido por vida, força e amor de todas as coisas.” Bruce lee, 1940-1973

[1] Como sempre eu uso as palavras, parkour, freerunnind and art du deplacement como termos intrísecos que descrevem a mesma atividade. Para facilitar eu usarei o termo parkour nesse artigo.
Tradução por Gustavo Ivo
4 de jan. de 2012

Coisa de Criança

Texto por Stephan "xixi"

Bons tempos de criança em que corríamos, pulávamos, nos sujávamos, brincávamos e fazíamos meio mundo de besteira. Oh Deus, vai me disser que ficar contando 30 segundos com a cara colada na parede para depois fica procurando pessoas por horas e horas não era uma das melhores coisas do mundo. Mas a medida que crescemos essas coisas se perderam, pelo menos para pessoas que não praticam parkour.


26 de nov. de 2011

Ser Tracer



De fato um tema batido. Textos e mais textos sobre diferentes aspectos do assunto estão rolando por aí, mas bem, cada um tem sua opinião, o que torna cada um desses artigos diferentes. A essa altura você já deve estar cansado e ouvir e ler “filosofia do parkour”, “quem gira não é tracer”, “parkour não tem competição”, “ser modinha é ruim”, enfim, meio mundo de paradigmas. A questão da origem delas está no que considero a essência de ser um tracer. 
18 de out. de 2011

Treino a sério


Depois de certo período de treino, “Ser forte” toma uma conotação muito maior do que a usual. No momento em que percebemos que força não se mede pelo tamanho da precisão ou por outro movimento, é quando vemos o quão vasto e longo é o caminho que temos a percorrer.  É hora de começar a treinar. De verdade.
Qual a importância de treinos regulares? Quer ser forte pra vida? Até onde você quer chegar? Desenvolver-se na prática requer dedicação, disciplina e vontade. É hora de escolher.




4 de out. de 2011

Recomeçando: mudanças, riscos e horizontes.


Esse texto já tem algum tempo, mas refere-se a um período que me ajudou a crescer em diversos aspectos, tanto na prática de parkour, como além dos muros.

Relata um pouco de minha experiência na prática e mais algumas reflexões. Está um pouco longo, mas espero que gostem. 

Ao texto, pois:
27 de set. de 2011

Liberdade instantânea

Para quem foi ao último Encontro Nordestino, e participou do feedback deve se lembrar de uma situação muito engraçada. Alguém estava falando que se sentia um pouco incomodado com o fato de xingarmos muito. Eis nesse momento o Vovô dita um dos momentos mais engraçados do ENPK: um “Você é viado, é?” bem retrucado. Ainda rio sempre que lembro dessa situação.


Mas enfim, o que quero discutir não é a situação, mas uma realidade que ela mostra: a liberdade quase instantânea que um tracer ganha com outro. Não sei se isso é uma regra universal, ou coisa de nordestino mesmo, mas bem como a mania de termos praticantes que trabalham com sistemas (programação, design, etc.), existe a mania de tornar o companheiro de treino em um amigo íntimo. Talvez nem tanto como um amigo íntimo, mas alguém com os direitos do mesmo.

23 de ago. de 2011

Pra que serve?


Essa pergunta "Pra que serve" realmente faz sentido?

Você já se perguntou pra que serve a música, a dança, a pintura, o vôlei, o yôga, o futebol, a natação?

"Pra que serve" é uma pergunta que vincula-se ao objetivo, utilidade: pra que poha eu iria saltar muro, tocar piano, meditar durante 3 horas ou correr nu em jaguaribe?

3 de mar. de 2011

Parkour em cena

Na foto: João Rafael Neto


É cada vez mais comum observarmos o parkour sendo utilizado como um meio em diferentes artes seja cinematográfica, circense ou teatral. Como qualquer atividade nova que tem algum apelo estético, o parkour vem conseguindo uma visibilidade ainda pequena, mas progressiva no meio artístico. Obviamente que essa visibilidade se deve à forma como o parkour foi desenvolvido. A prática que teve um “bum” de visualizações através de vídeos no YouTube não poderia ficar na escuridão do underground por muito tempo. Afinal, a fatia do bolo que da noite para o dia se interessou por ela demonstra o quanto de alcance de público ela tem espalhada pelo mundo.

29 de jan. de 2011

Parkour Salvador Acontece!

Nesse pouco tempo a Parkour Salvador começou iniciativas ativamente e estamos aqui para informar o que esta acontecendo.

Antes as últimas iniciativas:

Os treinos oficiais da Parkour Salvador (que ocorriam todos os sábados as 14:00h no Parque Costa Azul), agora são organizados mensalmente em um calendário. Nesse calendário informamos onde treinaremos. Disponibilizamos este calendário na primeira semana de cada mês no site da PKSSA e na comunidade do Orkut.

Os treinos oficiais em si também mudaram agora se divide em um momento orientado e outro momento livre. O momento orientado são as primeiras três horas de treino, nesse período o treino é orientado por um praticante experiente, de forma que qualquer interessado ou iniciante possa entender o Parkour, conhecer os Tracers, ter uma primeira experiência prática. O momento livre é o momento ao fim do treino onde cada praticante treina da forma que lhe for mais conveniente a fim de satisfazer suas necessidades pessoais - aprender algo novo, praticar um movimento, etc... Ao fim de todos os treinos ocorrem debates, sobre o Parkour em Salvador e fora dele.

Agora as novas iniciativas:

21 de jan. de 2011

Evolução?

"Passagem lenta e gradual de uma a outra forma estável; mudança".

Você deve estar se perguntando: Pra quê isso? Pois bem, isso serve para nós entendermos que evolução é a passagem de um estado para outro. Passagem essa que não necessariamente é positiva. As pessoas frequentemente têm dificuldade em entender esse conceito, pincipalmente no que se refere ao Parkour.

A gana por uma progressão rápida e eficiente faz com que praticantes percam o foco, o equilíbrio e, naturalmente, se machuquem. Aranhões, escoriações são corriqueiros na prática, assim como em qualquer outra que exija um pouco mais do corpo. Contudo, é cada vez mais frequente encontrarmos praticantes com lesões permanentes causadas pelo uso indevido do corpo. Alongar, aquecer, preparar o corpo gradativamente para receber impacto, pode parecer chato, mas esse processo é de suma importância para o desenvolvimento gradual e positivo do corpo.

Afinal, é melhor ter um corpo forte e saudável hoje, ou um corpo forte e saudável pelo maior tempo possível?
13 de jan. de 2011

Alguém sabe o que é Parkour?


A Parkour Salvador foi às ruas pra saber o que a população soteropolitana sabe a cerca do tão malfadado Parkour. Para nossa não grande surpresa, o conhecimento sobre a prática no geral é tão raso quanto um pires. A informação de não praticantes a respeito do Parkour envergonha. Na pesquisa, as pessoas traziam conceitos distantes e confusos da realidade que os praticantes vivem, algo próximo de uma "lenda urbana" ou um boato razoavelmente consolidado.
1 de jan. de 2011

Retrospectiva 2010



Um ano se passou e nada mais natural para terminarmos do que refletir sobre os momentos mais importantes da Parkour Salvador em 2010. O tempo passa voando, se tornando cinco anos de existência.  Assim chegamos a mais um final de ano cheio de expectativas e novidades.
3 de ago. de 2010

E se você fosse assaltado?


O Parkour pode ser muito útil quando usado de forma sábia e racional. Porém se usado sem pensar ou sem o devido preparo pode ser muito arriscado, causar lesões ou até mesmo a morte, mas principalmente quando não temos uma noção completa da situação. Veja o que aconteceu comigo...

8 de jul. de 2010

No meio do caminho tinha um Buraco


Na minha terceira viajem com a finalidade de treinar Parkour, aconteceu algo comigo que não tinha acontecido em nenhuma das duas ultimas viajes. Ao chegar a Petrolina, mesmo cansado das 8 horas de ônibus, estava muito empolgado querendo dar o meu máximo e treinar muito ate meu corpo não aquentar mais, no primeiro dia pela manha foi ótimo, treinei fiz tudo o que eu queria fazer, muito empolgado nos fomos para outro pico.

3 de jul. de 2010

Parkour e Artes Marciais



Quando comecei com o Parkour meu corpo era travado, se estica-se os braços bem alto por muito tempo doía pra porra. Alongamento?! O que eu sabia sobre isso não fazia, porque não agüentava.
Depois de conhecer sobre exercícios físicos (Fallux e Fred buzinando isso mo meu ouvido o tempo todo e algumas pesquisas na NET) e depois de muito treinamento, meu corpo melhorou literalmente (fluência, força, essas coisas).
15 de jun. de 2010

A minha vida de Traceuse

lari

O parkour em minha vida é algo que me faz melhor a cada treino. Aprendo mais, não apenas sobre o Parkour, mas tambem a conviver melhor com as pessoas e com os tracers, conhecendo sempre mais um pouco sobre a vida.

Engraçado, no início quando conheci o parkour tinha “preconceito”, não me via ali treinando com vários garotos e só eu de garota, achava estranho. Resolvi encarar esse “preconceito” e comecei a treinar já faz um ano.

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